quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

ATIVIDADES DA SEMANA DE ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO








As crianças foram recebidas com canções e lanchinhos gostosos
Tiveram sessão de cinema

Apresentação de artistas da Casa da Cultura cantando lindas canções














Interagindo com as canções
Os bebês também tiveram muitas atividades e guloseimas




segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ADAPTAÇÃO E ACOLHIMENTO





 
Um cuidado inerente ao projeto educativo da instituição e



"Nesta última década, após a Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente, lei de Diretrizes e Bases da Educação e mais recentemente o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, todos afirmando o direito da criança a uma educação de qualidade, não dá mais para imaginar a criança fazer parte da creche, sem que se planeje a qualidade do acolhimento".


Considerando a adaptação sob o aspecto da necessidade de acolher, aconchegar, procurar o bem estar, o conforto físico e emocional, amparar, amplia significativamente o papel e a responsabilidade da instituição de educação neste processo."

"A qualidade do acolhimento é que garantirá a qualidade da adaptação, portanto não se trata de uma opção pessoal, mas de compreender que há um interjogo de movimentos tanto da criança como da instituição dentro de um mesmo processo


"Nesta última década, após a Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente, lei de Diretrizes e Bases da Educação e mais recentemente o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, todos afirmando o direito da criança a uma educação de qualidade, não dá mais para imaginar a criança fazer parte da creche, sem que se planeje a qualidade do acolhimento".
"O acolhimento pode ser enfocado de diferentes pontos de vista."
  1. das famílias que compartilham a educação da criança com a creche/pré-escola;
  2. da criança, do significado e emoção que é passar de um espaço seguro e conhecido, para outro em que é necessário um investimento afetivo e intelectual para poder estar bem;
  3. do professor que recebe uma criança desconhecida e ainda tem as outras do grupo para acolher
  4. das outras crianças que estão chegando ou que fazem parte do grupo e precisam encarar o fato de que há mais um, para repartir, mas também para somar.
  5. da instituição, nos aspectos organizacional e de gestão, que prevê espaço físico, materiais, tempo e recursos humanos com competência para esta ação."
 
"O acolhimento traz em si a dimensão do cotidiano, acolhimento todo dia na entrada, acolhimento após uma temporada sem vir à escola, acolhimento quando algum imprevisto acontece e a criança sai mais tarde, quando as outras já saíram, acolhimento após um período de doença, acolhimento por que é bom ser bem recebida e sentir-se importante para alguém.
Quando somos acolhidos, bem recebidos, em qualquer lugar, em geral nossa reação é de simpatia e abertura, esperando o melhor daquele ambiente daquelas pessoas. Quando ao contrário somos recebidos friamente, nossa tendência é também ignorar, não se envolver, passar desapercebidos. E o que acontece quando somos mal recebidos? A gente jura não voltar mais àquele lugar!"
"Por que com a criança e sua família deveria ser diferente?"



a) com o grupo de Professores e auxiliares de salas
  1. Manter a rotina que a criança pequena tem em casa, no caso de menores de 3 anos, quanto aos cuidados específicos. Manter os rituais para dormir, comer ou usar o banheiro.
  2. Para as maiores de 3, explicar como será o seu dia a dia e colocar a rotina visualmente num quadro, para que a criança aprenda a controlar os diferentes momentos.
  3. Objetos Transicionais ou objetos de apego – Algumas crianças usam objetos tais como paninhos, chupetas, brinquedos e ficam apegadas a elas. Estas coisas têm um significado especial para elas pois criam a ilusão de que a mãe ou a pessoa na qual investem afeto estão próximas, lhes proporciona maior conforto emocional e segurança.
  4. Valorizar a identidade da criança, e escolher junto com ela seu escaninho, seu cabideiro, colocando seu nome e garantindo que aquele lugar ficará disponível para ela todos os dias para que possam guardar suas coisas.
  5. Não ficar ansiosa para que a criança ajuste sua rotina a do grupo muito rapidamente Deixar que a criança mantenha seu jeito de ser, seus rituais e sua rotina individualizada, para aos poucos se ajustar ao grupo, proporciona suavidade ao processo sem rupturas bruscas e maior controle do adulto sobre o processo.
  1. Organizar cantos de atividades diversificadas com aquelas que ele sabe que dão mais ibope para aquela faixa etária específica, auxilia o professor a despertar o interesse da criança pela brincadeira e a se interessar pela escola. Vale também saber quais as brincadeiras e brinquedos preferidos da criança para introduzi-los neste momento. Os cantos de atividades podem também favorecer que as outras crianças fiquem mais livres e brincando entre si, enquanto o professor pode dispensar uma atenção especial para a criança nova.
  2. Considerar o parque como um espaço de atividade e planejar também intervenções também para este momento. No verão brincadeiras na areia e na água, bolhas de sabão, lavar roupas de bonecas, lavar o quintal, regar plantas, e fazer estas coisas com todo o grupo vai mostrando para as crianças que o ambiente doméstico e o escolar possuem diferenças e semelhanças. No inverno os jogos motores, as cirandas, os circuitos e obstáculos, garantem que a criança possa brincar fora e estar aquecida.
  3. Propor atividades culinárias simples: fazer gelatina, pipoca, suco, docinho de leite em pó, salada de frutas para o lanche ou sobremesa, favorece que a criança perceba a continuidade temporal.
  4. Propor leitura de histórias como metáforas dos momentos que a criança vive. Pode-se conversar sobre as histórias falando dos medos básicos de todas as crianças assim é possível que a criança também se exponha e consiga lidar melhor com seus sentimentos.

Princípios para planejar uma boa acolhida

um indicador de qualidade do serviço prestado pela instituição.

 
"A educação infantil inaugura a educação da pessoa. Essa educação se dá na família, na comunidade e nas instituições. As instituições de educação infantil vêm se tornando cada vez mais necessárias, como complementares à ação da família, o que já foi afirmado pelo mais importante documento internacional de educação deste século, a Declaração Mundial de Educação para Todos (Jomtien, Tailândia, 1990)" referendado no. PNE do Brasil de 2002. 1 Cisele Ortiz é psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá (www.avisala.org.br)
O fato é de a escola de educação infantil já há 15 anos desde de 1988 é direito da criança e opção da família. Constituição, ECA e LDB reforçam a idéia deste direito.




TODOS TRABALHANDO PARA RECEBER AS CRIANÇAS COM MUITAS ATIVIDADES E ALEGRIAS




Têm professoras nas alturas

                                                            Um lindo mural foi preparado










Um arco de balões na entrada
A limpeza foi feita com muito capricho



Recebemos até ajuda de fora: "o amigo da escola," para tudo ficar lindo, limpo e organizadado para receber nossos alunos e seus famiiares



sábado, 19 de fevereiro de 2011

Balbuciar é essencial para desenvolvimento dos bebês

Como pediatra, sempre pergunto sobre os balbucios. "O bebê está fazendo sons?" pergunto ao pai de um bebê de 4, 6 ou 9 meses. A resposta raramente é "não". Mas caso seja, é importante tentar descobrir o que pode estar acontecendo.
Se um bebê não está balbuciando normalmente, algo pode estar interrompendo o que deveria ser uma corrente essencial: poucas palavras estão sendo ditas ao bebê, algum problema evitando que ele escute o que é dito, ou dificuldades em processar essas palavras. Algo errado na casa, na audição ou talvez no cérebro.
Os murmúrios estão cada vez mais sendo compreendidos como um precursor essencial à fala, e como um indicador básico do desenvolvimento cognitivo e sócio-emocional. E pesquisas estão separando os componentes fonéticos desse balbucio, associado à interação de fatores neurológicos, cognitivos e sociais.
A primeira coisa importante sobre o balbucio é também a primeira coisa a ser notada: bebês balbuciam de maneiras similares. Durante o segundo ano de vida, eles moldam seus sons nas palavras de seu idioma nativo.
A palavra "balbucio" ("blabber", em inglês) é significativa e representativa sílabas repetitivas, brincando em torno das mesmas consoantes. (Na verdade, a palavra em inglês provavelmente não veio da Torre de Babel, conforme sustenta a sabedoria popular, mas dos sons parecidos com "ba ba" feitos pelos bebês.)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Leitura para os bebês


Quem disse que os bebês não lêem e não se interessam por livros está bem enganado, eles adoram um livro, mas os livros precisam chegar até eles...
Hoje em dia há uma infinidade de livros para bebês, de todos os tipo e formas, coloridos, grandes e pequenos, com sons e etc.


 Dicas de leitura para berçário

Reserve um momento no berçário para os livros, selecione livros com frases curtas e ilustrações simples. Podem ser de pano, plástico ou de papelão duro. Deixe o bebê segurar o livro e virar as páginas. Apenas cite o nome das ilustrações, a história vem depois. Pare e converse sobre as figuras, por exemplo se for um livro de animais, vá falando ao bebê que Deus criou o cachorrinho, vá descrevendo cada bicho. Mantenha a conversa e use muitas palavras descritivas.
O mais importante de tudo: repita, repita, repita, a criança vai querer ler o mesmo livro muitas e muitas vezes. Quanto mais você repete, tanto mais o cerebrozinho “liga”.
A pesquisa cerebral diz: Familiarizar-se com uma série de sons é o primeiro passopara aprender a falar. Para começar a codificar a linguagem, é preciso reconhecer as palavras...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Adaptação: o fim de cinco mitos

Para acabar de vez com velhas crenças sobre os primeiros dias dos pequenos na escola



Na porta da sala, uma dezena de pais se acotovela querendo ver os filhos em atividade. A cena, pesadelo para muitos professores de Educação Infantil, que não sabem se dão atenção às crianças ou aos adultos, é representativa de um elemento essencial para que a adaptação aconteça bem: a boa integração entre a família e a escola, que deve acontecer desde o começo do relacionamento.

O que acontece Nem todo pai ou mãe conhece as fases de desenvolvimento da criança e as estratégias pedagógicas usadas durante a adaptação. Eles têm direito de ser informados e essa troca é fundamental na transição dos pequenos do ambiente doméstico para o escolar. A ansiedade dos pais vai diminuir à medida que a confiança na escola aumenta - e isso só acontece quando há informações precisas sobre a trajetória dos pequenos.

Como ajudar os professores É função do coordenador pedagógico acolher as famílias, fazer entrevistas para conhecer a rotina da criança e explicar o funcionamento e a proposta pedagógica da escola, além de estabelecer um combinado sobre a permanência dos pais na unidade durante a adaptação. Criar juntamente com os professores um guia de orientação para eles com dicas simples - como conversar com a criança sobre a ida à escola, a importância de levá-la até a sala e de chegar cedo para evitar tumulto - pode evitar problemas. Além disso, desenvolver um relatório de distribuição periódica, com informações sobre os progressos na aprendizagem e na socialização das crianças ajuda a aplacar a ansiedade dos pais.

Para saber mais clique aqui

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito...


É momento de despedida mas, a cima de tudo, de celebrar a nossa amizade,
 é tempo de deixar fluir nossas emoções,
 é momento de homenagear...
homenagear a vida que nos deu a oportunidade de sermos amigos.

 O que vale a pena, é o crescimento mútuo, a solidariedade,
a fraternidade.
Isto é importante!
O que importa também é estarmos sempre juntos
celebrando a amizade.
Mesmo estando longe

Que maravilha poder ter a suas amizades, os seus respeitos,
as suas presenças sempre em nossos corações!













LUANA E NILSON DESEJAMOS A VOCÊS MUITAS ALEGRIAS E SUCESSO, EM SUAS NOVAS JORNADAS

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO
















O ano começa e com ele novas expectativas de maiores realizações pessoais. O trabalho pedagógico também deve renovar-se e alcançar novos resultados. O instrumento que norteia todo o processo educativo é o Planejamento Escolar.
    Planejamento Escolar não é uma perda de tempo, também não é um documento que é feito uma vez por ano e guardado em uma gaveta, não é algo imutável que não deva ser ajustado ao longo do caminho, e também não é simplesmente copiar e colar os conteúdos do livro didático apenas distribuindo-os ao longo dos bimestres.  Planejamos para alcançar algo, para criarmos alguma coisa, para atingirmos um objetivo.
Para iniciar os trabalhos pedagógicos é necessário "afinar" a equipe para que haja união e interesse em comum.
Começamos com três dias de discussões, dinâmicas que refletiram sobre as relações intra e interpessoais, debates, coffe break, risadas e interações para socializar experiências.
E depois... ai sim... o planejamento.
A fase do acolhimento ficou toda determinada.
A estrutura geral do planejamento anual também foi determinada.
Foi um sucesso!

"UM POR TODOS E TODOS POR UM"


"POR MELHOR QUE NÓS SOMOS, NÃO SOMOS MELHOR QUE TODOS JUNTOS"




sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Guia para uma alimentação saudável



O site Rg Nutri publicou:


Dez Passos Para Uma Alimentação Saudável - Guia Alimentar Para Menores de Dois Anos
Serviço de Atendimento ao Profissional - Saúde Pública


Um guia para o profissional da saúde na atenção básica

Em 2010 foi lançada a segunda edição dos Dez passos para uma alimentação saudável, o guia alimentar para menores de dois anos, que foi desenvolvido para capacitar os profissionais da atenção básica a orientar as mães e cuidadores quanto à alimentação saudável das crianças brasileiras menores de 2 anos, com objetivo de auxiliá-los a lidar melhor com as questões referentes a alimentação das crianças e, desde a infância, promover a alimentação saudável.

De acordo com o este guia, o matérial foi baseado em orientações alimentares gerais mais atualizadas, no perfil epidemiológico e da cultura alimentar do Brasil; e elaborado para fortalecer a implementação da Estratégia Nacional para Promoção da Alimentação Saudável (Enpacs) para que seja utilizado como instrumento de capacitação, orientação aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a permanente consulta na sua prática cotidiana.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cardápio 2011

Para visualizar melhor nosso cardápio clique aqui em Menu depois  em view fulscreen para voltar Esc



NOSSA ALIMENTAÇÃO AOS CUIDADOS DA NUTRICIONISTA: CINTHIA CHRISTOFFEL

Existem vários fatores em nosso dia-a-dia que interferem na saúde humana e que em muito contribuem para que nosso corpo se mantenha saudável ou doente, a alimentação adequada é sem dúvida, um dos mais importantes. O bom funcionamento do organismo auxilia na manutenção do equilíbrio corporal e mental. Assim, uma pessoa bem nutrida, em geral, tende a cultivar o bom ânimo e, por conseguinte, ser mais equilibrada emocionalmente e ajustada na vida social e familiar.
Mas, temos o “outro lado” desta mesma moeda”, onde muitos são os perigos invisíveis  que envolvem a alimentação inadequada, inclusive  em seu processo de preparo, o qual, nem sempre é o adequado. As chamadas doenças de origem alimentar englobam as intoxicações alimentares ocorridas devido à ingestão de alimentos contaminados por bactérias, fungos, vírus, protozoários e respectivos produtos tóxicos. Sabendo disso cuidamos para que seja garantido à nossas crianças uma alimentação de qualidade e funcional. Para isso temos a nossa nutricionista, Cinthia Christoffel que além de elaborar um cardápio bem balanceado, trabalha para que nem um problema alimentar  ocorra e juntamente com nossas agentes operacionais cuidam da higiene da cozinha e da preparação dos alimentos com muitos cuidados,  preparando saborosos alimentos, chás, sucos e etc, com carinho e dedicação. Sem esquecer que muita verdura, legumes e alguns frutos vêm da nossa horta escolar e de agricultores da nossa cidade que praticam uma agricultura orgânica. Para que nossas crianças tenham uma alimentação saudável, livre de agrotóxicos e  possam crescer fortes e felizes.
Publicamos aqui nosso cardápio cuidadosamente pensado por nossos profissionais  para proteger a saúde de nossos educandos.

sábado, 22 de janeiro de 2011

relações interpessoais no trabalho



Um dos objetivos primordiais de uma instituição, apontam que para o aumento e o aprimoramento da qualidade da educação , deve dar-se a devida  importância nas interações que se desenvolvem no  plano das relações intra e interpessoais, para a necessidade de obtenção da qualidade da educação a ser desenvolvida...
A orientadora pedagógica Taciana Amorin Cunha sugere a discussão do tema e assistir este video. Leia  mais na pagina de orientação.

O melhor educador é aquele que conseguiu educar a si mesmo
(Sabedoria oriental)


" O vento é o mesmo mas sua resposta é diferente em cada folha"
Cecília Meireles


" Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com mais razão, não morre o educador, que semeia vida e escreve na alma"
Jean Piaget


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Educadora do ano Projeto para berçário é destaque no Prêmio Victor Civita 2010

 

Em Belo Horizonte, a professora da creche levou os bebês a reconhecer o corpo por meio de brincadeiras, do uso do espelho e de experimentações

Conheça o projeto aqui


Prêmio Victor Civita 2010: Panorama de Educação Infantil

Assita ao video do depoimento de Beatriz Gouveia, selecionadora da área de Educação Infantil do Prêmio Victor Civita 2010. Ela fala sobre as características dos projetos enviados para esta categoria e dá orientações para os professores que desejam participar em 2011.

http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/educacao-infantil-no-brasil/premio-victor-civita-2010-panorama-educacao-infantil-beatriz-gouveia-598584.shtml


OFICINAS PEDAGÓGICAS



Dia de Banho”
Eixo Temático: O Corpo e seus contornos

Faixa Etária: 4 anos de idade.


Objetivos:
Proporcionar as crianças, sob a perspectiva lúdica, momentos de vivênciade sensações e percepções acerca do corpo em relação a si mesmo e ao outro.

Elemento desencadeador: Água.

Materiais:
- 01 Mangueira d’água
- 01 Piscina com aproximadamente 1000L (caso não haja piscina fixa)
- Toalhas de banho (individuais)
- Roupas de banho
- Creme hidratante Vivência: Brincar com a água.

Após o banho, o(a) professor(a) pode pedir às crianças que sacudam o corpo como fazem os “cachorrinhos” quando estão molhados. Depoisque cada criança pegar sua toalha, pedir-lhes para secarem-se igualao(a) professor(a): primeiro um braço, uma perna, a cabeça, outro braço, as costas, outra perna, a barriga, o bumbum... O importante é que sempresejam secadas partes alternadas do corpo. Ao término, distribuir umpunhado de creme hidratante para que cada criança espalheem seu corpo e, se possível, considerando as características afetivas do grupo, pedirpara ajudar a passar o creme nos colegas. Duração: aproximadamente 60 min. Situação problema: Tocar e sentir o próprio corpo e o corpo do outro.

Fundamentação
A criança está permanentemente aberta a curiosidade. Seu interesse pelo que a rodeia a mobiliza a investigar. O objetivo da OFICINA é valorizar as percepções da criança com a promoção de situações adequadas ao ambiente e favoráveis ao exercício curioso. É oferecer possibilidades de relações, descrições, identificações, comparações, observações, explorações, contato direto com a natureza e a lógica do vivido. Schultz, 1991

VivênciaAo contrário de um jogo planejado, considera-se aqui a ação espontânea da criança frente a situação oferecida. Sendo assim, cabe ao(a) professor(a) apenas mediar situações de conflito e não interferir nas escolhas e preferências das crianças. Coelho, 2005

Observação
Deve o oficinista, entre outras coisas, saber relacionar o que ensina com as situações reais que se vive (texto com contexto), e de maneira especial, com as situações que se desenrolam na oficina. Vieira&Volquind,2002
Atenção
Nunca perder de vista a preciosidade dos conhecimentos prévios e da ação simbólica que incidem sobre a bagagem cultural das crianças.

NÃO SE ESQUEÇA!- Informar a Escola sobre seu projeto de trabalho, a fim de garantir autorização para a realização do mesmo;
- Informar Pais e/ou Responsáveis sobre a Oficina, solicitando o material necessário para a realização da mesma, incluindo autorização para a participação das crianças envolvidas;
- Certificar-se, com antecedência, de que todos os recursos necessários estarão disponíveis no dia da Oficina.
- Oferecer sempre um ambiente de trabalho agradável: arejado, higienizado, livrede interferências sonoras e visuais, entre outros aspectos que possam roubar o interesse, o prazer e a atenção das crianças.

Outros encaminhamentos
Após a vivência com o banho, a secagem e a passagem do creme pode-se fazer um intervalo para o lanche e ao retorno deste seguir as sugestões que seguem.
- Todos sentados em círculo (no chão da sala), o(a) professor(a) então faz perguntasdo tipo: Como estava a água? O que mais gostaram? Que parte do corpo secamosprimeiro? Por que o cachorrinho seca seu corpo sacudindo-se? (conforme a turma podem surgir novas questões) Neste momento é importante deixar as criançasfalarem bastante.
- Com um saco escuro e grande, de plástico ou tecido, com as partes do corpohumano desenhadas e recortadas em papelão do tamanho da criança, pede-se que cada uma retire uma peça. Exemplo: saiu uma orelha – o que é isso? Para que serve? Onde fica em nosso corpo? E no colega? Silêncio, ouvir os barulhos fora dasala. Assim se procede com todos os alunos e com as diversas partes do corpo. Nãoesquecer que teremos dentro do saco o equivalente a três ou quatro bonecosconforme o número de crianças. Deve haver uma parte do corpo para cada criança.O(a) professor(a) deve tirar também.

- Todas as crianças com uma parte do corpo nas mãos devem tentar juntá-las e montar um corpo completo - o(a) professor(a) intervém somente quando solicitado(a)ou para evitar conflitos mais sérios. Se algum corpo ficar montado de forma diferenteperguntar para as crianças o que está diferente, por que e se precisa fazer de outraforma. Ao final combinar com as crianças o destino a ser dado aos bonecos.
- Sempre contar com a palavra e as percepções das crianças buscando oestabelecimento e a manutenção conjunta de combinações em torno das situaçõesde aprendizagem.

- Em momento oportuno(*), conversar com as crianças sobre os contrastesque incidem sobre os objetos e no contato com os mesmos, bem como sobre suaspercepções, formulações e conclusões acerca das substâncias que compõem seuscorpos e os corpos dos objetos. (*) aproveitar ao máximo as oportunidades naturais que propiciam a exploração de idéias, regularidades e conceitos evitando, portanto, a sua artificialização.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Acolhendo a Criança no Ambiente Escolar


Uma das fases marcantes na vida da criança é a entrada na escola. O momento é tão novo para essa quanto para os pais que não estavam acostumados e verem seu filho no papel de aluno.

Quando se fala em uma fase tão nova como essa, pensa-se também no quanto o momento é difícil para a criança e para os pais. Por isso, é interessante que o professor proporcione um ambiente que transmita segurança ao aluno e confiança aos pais.

Atualmente, coordenadores e professores têm se preocupado em atenuar algumas dificuldades decorrentes da primeira separação da família. Como a escola é um contexto cheio de pessoas desconhecidas, especialistas apontam que o esforço do professor deve se concentrar em apresentar para a criança e para os pais que o ambiente é seguro.

Outra forma do professor estar contribuindo com o processo de adaptação da criança, consiste em manter a comunicação desde o início com os pais. Antes de planejar as atividades das primeiras semanas de aula, converse com os pais para conhecer o aluno, suas preferências, características. Especialistas afirmam ainda que essa comunicação pode ser orientada também à criança, no sentido do educador ser empático, observando o comportamento do aluno, e até mesmo perguntando sobre seus sentimentos, já que esse nem sempre consegue expressar o que está sentindo.

Outro aspecto para o qual especialistas chamam a atenção é quanto ao planejamento de atividades para as crianças de até quatro anos. Nessa faixa etária as crianças são egocêntricas, por isso o foco do professor deve estar em acolher a criança individualmente, uma vez que a integração desta ao grupo ocorre naturalmente, na proporção que ela se sente mais segura no novo ambiente.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

A Formação da Identidade da Criança

A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas como: "Quem sou eu?"; "Como sou?". As respostas a essas perguntas são essenciais para a construção da personalidade. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, o mesmo totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam.

Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses, a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade.

O bebê explora o mundo a sua volta, vivencia sensações, percepções, e por volta dos sete meses, fica fascinado com a experiência de ver sua imagem refletida no espelho. Todas essas vivências dão início à autodescoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro.

Com o objetivo de desenvolver a identidade, sugere-se a seguinte atividade para crianças da educação infantil, entre dois e três anos:

• Material utilizado: Dois espelhos grandes (prefira fixá-los na parede).
• Tempo previsto: 15 a 20 minutos.
• Atividade: Estimule a criança a olhar atentamente a própria imagem. Solicite que ela toque diferentes partes do corpo. Sugira brincadeiras como balançar os cabelos, levantar os ombros e cruzar os braços. Encoraje-a a imitar os gestos das outras crianças.
• Desenvolvimento: A atividade deve ser realizada em frente ao espelho, com o intuito de estimular a observação.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

Educação Infantil - Existe tempo certo para tudo

Trabalhar com educação infantil não é nada fácil. Além de ser trabalhoso ter que participar dos cuidados com os pequenos alunos, o professor tem que conviver com a cobrança e ansiedade dos pais quanto à formação de seus filhos.
Segundo o Referencial Curricular de Educação Infantil, existem seis eixos temáticos para se trabalhar com crianças até cinco anos de idade, são eles: movimento, música, artes visuais, linguagem oral e escrita, matemática, e natureza e sociedade. Mas esses conceitos devem aparecer no dia-a-dia infantil, dentro de suas relações sociais, através de jogos, brincadeiras, canções, histórias incentivando o imaginário e o potencial criativo das crianças, mas também onde o professor promova momentos de diálogo, discussões e reflexões.
Temos convivido com pais muito ansiosos, querendo que as crianças, já em seus dois anos de idade, estejam sentadas em carteiras fazendo tarefas, com conteúdos pontilhados, de ligar um ao outro, ou então ver as crianças aprendendo letras, cores e números. Esses conceitos fazem parte do mundo infantil dentro da escola, aliás, fora dela também. Lembramos que num mundo colorido não há a necessidade de se ensinar cores, pois aos poucos as crianças vão apreendendo esses conceitos de forma espontânea.
Porém, um grande problema tem sido a cobrança dos pais, querendo adiantar as fases das crianças, tentando mostrar ao mundo que seus filhos são mais inteligentes que os outros. E nessa ansiedade, esquecem que cada idade tem suas necessidades básicas e que não adianta querer adiantar as mesmas, porque alguns conceitos dependem da maturidade intelectual bem como física e motora para serem apreendidos.




Vemos que o brincar não é valorizado, fazendo com que os pais duvidem da qualidade da escola, chegando a comparar os trabalhos realizados em outras instituições e comparando seus filhos com irmãos mais velhos, sobrinhos ou filhos de amigos. Essa atitude não é correta, justamente porque cada um tem o seu tempo de maturidade e essa não é rigidamente demarcada pela idade cronológica, podendo variar de indivíduo para indivíduo. Segundo Piaget, as fases do desenvolvimento infantil são sensório motora, até dois anos; pré-operatória, de dois a sete anos; operatória concreta, de sete a treze anos e operatório formal, a partir dos treze anos até a idade adulta, que se desenvolvem nesta ordem, mas devem ser respeitadas ao longo da vida.
O importante é que as escolas de educação infantil tenham uma proposta pedagógica pautada no Referencial Curricular de Educação Infantil e nos teóricos que desenvolveram trabalhos específicos para isso, que elabore projetos de aprender para serem trabalhos com as crianças, que faça reuniões explicativas desses conteúdos para os pais a fim de dar maior segurança aos mesmos, buscando amenizar suas ansiedades e diminuir as dúvidas quanto à aprendizagem na educação infantil.
É bom lembrar que os profissionais possuem formação específica para trabalhar com crianças, estudam para isso e se preparam por vários anos nas carteiras e estágios da faculdade, que são profissionais da área em que atuam e devem ser valorizarmos por isso, não permitindo que outros profissionais interfiram em seu trabalho, afinal, quando vamos ao consultório médico não ensinamos quais procedimentos o médico deve tomar, não é? Então pense nisso. Trocar idéias é muito bom, mas deixar que pais decidam e tirem a autonomia enquanto educadores não dá, afinal, cada um tem o seu papel, suas responsabilidades e seu compromisso profissional.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola